Duas irmãs e um idioma: o inglês

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Da esquerda para a direita, as irmãs Isis e Bárbara Bigheti. (Foto: Bruno Neri)

Willian Matias
Da Redação

Embora tenham começado a aprender a língua inglesa desde criança na escola, foi entre o fim da infância e o início da adolescência que as irmãs Isis Bigheti e Bárbara Bigheti, começaram a estudar o idioma numa escola especializada. Porém, havia uma grande diferença entre as duas: enquanto Bárbara voltava feliz do curso, Ísis tinha o sentimento de apenas cumprir uma obrigação. Isso porque elas estudavam em diferentes escolas de idioma.

“Eu sempre reclamava e ela sempre voltava dizendo que tinha adorado a aula, que era super dinâmico.”, conta Isis, que após ficar curiosa com a forma como Bárbara voltava do curso, também decidiu estudar na Great Station. Ambas cursaram o idioma até entrar na faculdade. Atualmente Ísis está no segundo ano do curso de Medicina do Centro Universitário Lusíada, em Santos, onde mora atualmente. Enquanto Bárbara está no segundo ano de residência médica em Radiologia, na Capital.

Hoje com saudades dos anos em que estudaram inglês em Peruíbe, a mais nova relembra a mudança de escola. “Todo mundo adorava ir para o inglês. Era de terça e quinta e era praticamente uma diversão na semana. A gente sempre cantava uma música, ou assistia uma série. Com legenda em inglês mesmo. Porque ‘pega’ bastante vocabulário.”

E a irmã atribui o sentimento, ao método utilizado. “É diferente. Não é aquela coisa de chegar na aula e fazer só a teoria.” Além disso, elas contam que na época também conheciam bastante gente que ia para o inglês só por obrigação e que inclusive mudaram de escola por intermédio delas. “E quando encontramos nossa professora, as pessoas até perguntam se é nossa amiga, porque devido à forma como somos tratadas, acabou virando uma grande amizade mesmo.”

Nos últimos anos Isis e Bárbara tiveram a oportunidade de ir a Europa algumas vezes. E mesmo não tendo passado pela Inglaterra, elas contam que, até em países onde o inglês não é a língua oficial, foi através do idioma que elas se comunicaram e se “viraram”, porque em todos os locais que passaram, mesmo não sendo o inglês a língua oficial, o idioma também é compreendido e usado.

Segundo Bárbara, nestas ocasiões a língua inglesa fez toda a diferença. “Uma vez a gente fez uma travessia de navios e conhecemos um monte de crianças que falavam inglês. E nós fizemos amizade com elas em inglês, porque elas não falam a nossa língua.” Na família, as duas são as intérpretes das viagens ao exterior. “Meu pai sempre falou: ‘vocês que fazem inglês, então vocês que falam pra gente.”, conta Isis.

Mas não é só no exterior que elas usam o idioma. “Embora a gente nunca tenha feito um intercâmbio, nós temos bastante contato com o inglês porque a maioria dos artigos hoje em dia na área médica é em inglês e não é traduzido. E eu lembro que na faculdade algumas amigas tinham essa dificuldade que eu não tinha e eu acabava ajudando a traduzir”, afirma Bárbara.

Na verdade, elas contam que antes mesmo de entrar na faculdade, o idioma fez a diferença. A caçula lembra que o inglês foi importante desde a época em que estudavam para o processo seletivo. “A gente usou bastante para os vestibulares de Medicina. Porque tem peso 2 e foi um diferencial, porque fomos super bem na parte de inglês.” De 20 questões, Isis acertou 19. E Bárbara gabaritou.

Com o inglês na ponta da língua, a tendência é ‘gabaritar’ em diversas outras áreas da vida. Para elas, isso sintetiza o trabalho da escola. “É um trabalho feito com dedicação, amor, carinho. A escola busca muito mais do que ensinar uma língua nova. Tem no DNA a busca por formar cidadãos de excelência”, concluem. E elas são a prova disso.

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