Fundação Casa chega ao 8º dia de greve

fundacao_casaOs funcionários da Fundação Casa do Estado de São Paulo continuam em greve. Na Baixada Santista, há centros socioeducativos em Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande (2), São Vicente, Santos e Guarujá.

A categoria recusou o pedido do desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT) para suspender as paralisações e voltar ao estado de greve, com a promessa de que não sofreriam retaliações e que receberiam pelos dias parados.

Os cerca de 13.800 trabalhadores do Estado estão de braços cruzados há oito dias, por não aceitarem o reajuste salarial de 3,97%, apresentado pelo Governo. Os outros benefícios oferecidos foram: aumento no vale-refeição de R$ 14,00 e no alimentação de R$ 105,94; criação de grupo de trabalho com representantes dos trabalhadores e da Procuradoria, para discutir a viabilidade da escala 24×72.

E, também, uma agenda mensal permanente de negociações sobre as questões de segurança e modelo socioeducativo aplicado na Fundação Casa, para discutir sobre o aperfeiçoamento do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS).

Desde o começo das negociações, a categoria reivindica um aumento real de 53,63%, reposição de perdas, isonomia do Plano de Cargos e Salários e, principalmente, segurança nos locais de trabalho.

Segundo a diretora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança, ao Adolescente e a Família do Estado de São Paulo (Sitraemfa), Roselaine Jaqueline Melo dos Ramos, os trabalhadores rejeitaram a proposta do TRT por não acreditar que uma nova proposta pudesse ser feita pelo Governo.

“Levamos essa situação para a categoria e eles não acataram. Disseram não querer voltar para o estado de greve e negociar, pois isso já havia acontecido e a promessa não foi cumprida. Eles querem uma nova proposta”.

Resposta

Em nota, a Assessoria de Imprensa da Fundação Casa esclarece que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) marcou para a próxima quarta-feira, às 13h30, um julgamento da greve dos funcionários da instituição, em dissídio coletivo.

Fonte: A Tribuna

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