Judoca de Peruíbe leva bronze no Grand Slam da Rússia

Foto: Divulgação IJF

A judoca Beatriz Souza foi ao pódio no Grand Slam de Ecaterimburgo, na Rússia, com medalha de bronze. Ela iniciou a carreira na Associação de Judokan, de Peruíbe e representou o Brasil na competição. No final, o Brasil ficou com um ouro, duas pratas e cinco bronzes, resultado que deixou o país na terceira colocação geral no quadro de medalhas, atrás apenas de Japão (1º) e Rússia (2º).

As pesados Beatriz Souza e Maria Suelen Altheman garantiram a terceira dobradinha do Brasil na competição. Ambas estrearam já nas quartas-de-final e, após vencerem duas russas, encontraram-se na semifinal. Bia foi buscar o bronze com dois waza-ari (ippon) contra a russa Ksenia Chibisova. Suelen levou a melhor sobre a companheira de seleção e de clube com vitória por ippon, mas não passou por Larisa Ceric, na final, e terminou com a prata.

Depois de um sábado com prata e bronze para Érika Miranda e Jéssica Pereira, respectivamente, o judô brasileiro foi ao pódio mais seis vezes neste domingo, 18, e fechou o Grand Slam de Ecaterimburgo, na Rússia, com oito medalhas.

O destaque do dia foi o ouro de Maria Portela, no peso médio feminino, que teve dobradinha com o bronze de Barbara Timo, assim como o peso pesado da vice-campeã Maria Suelen Altheman e da medalhista de bronze Beatriz Souza. Mayra Aguiar e Rafael Silva Baby fecharam a lista com mais dois terceiros.

No feminino, as sete brasileiras inscritas na competição garantiram 100% de aproveitamento. Os sete pódios (um ouro, duas pratas e quatro bronzes) das mulheres colocaram o Brasil em segundo lugar geral no feminino, atrás apenas do Japão (três ouros e dois bronzes). Isso tudo na semana em que o técnico da seleção feminina de judô, professor Mario Tsutsui, foi eleito pelo Comitê Olímpico do Brasil o melhor treinador de 2017 ao lado do técnico da Sogipa, Antonio Carlos Pereira “Kiko”.

“Tivemos um resultado excepcional. Não é sempre que isso acontece de todas as meninas subirem ao pódio. Mas, o judô feminino do Brasil tem crescido evoluído e conquistado seu espaço”, pontuou Tsutsui.

“No conjunto, tivemos um ótimo desempenho, mas temos que ter o pé no chão, porque cada competição é uma história, um outro jogo. Temos que continuar trabalhando, nos dedicando até o Mundial deste ano e, depois, já visando 2020. Competição aqui na Rússia é sempre muito forte. As meninas se prepararam muito bem nos seus clubes e na seleção. Eu gostaria de parabenizar também os técnicos envolvidos com as atletas da seleção, como o Kiko, da Sogipa, o Douglas Vieira, do Pinheiros, todos esses que trabalham em conjunto conosco. Com isso, a gente espera que o nosso judô possa crescer mais e conquistar ainda mais medalhas para o nosso país.”

O próximo compromisso da seleção no Circuito Mundial da FIJ será o Grand Prix de Tbilisi, na Geórgia, no período de 30 de março a 1º de abril. Em seguida, a equipe disputará o Grand Prix de Antalya, na Turquia, de 06 a 08 de abril.

Luta a luta

Dona do melhor resultado do Brasil neste Grand Slam, Maria Portela teve um dia perfeito, vencendo todas as suas três lutas por ippon. Cabeça-de-chave número um do torneio e então segunda melhor do ranking mundial, a brasileira já estreou direto nas quartas-de-final, com vitória sobre a britânica Katiejemima Yeatsbrown.

Na semifinal, ela derrotou a húngara Szabina Gersack e, na decisão pelo ouro, foi eficaz ao imobilizar a russa Taisia Kireeva até o ippon para garantir seu segundo ouro consecutivo no Circuito Mundial. Agora, Maria Portela soma nove lutas de invencibilidade, uma constância de desempenho que ela atribui ao fortalecimento psicológico e novidades na estratégia de treino.

“Eu estou trabalhando algumas coisas diferentes tecnicamente e taticamente junto com meus colegas de treino. Iniciei um trabalho de coaching com a Nell Salgado que tem feito muita diferença também, pois tem despertado uma Maria mais tranquila, segura e com mais fé, em Deus e no meu treinamento”, explicou.

Na mesma categoria de Portela, Barbara Timo foi ao pódio após vencer a japonesa Shiho Tanaka por waza-ari na disputa pelo bronze. Antes disso, Timo havia batido Mariia Zolnikova (RUS) na primeira rodada e caiu apenas para a húngara Szabina Gersack, nas quartas. Na repescagem, a brasileira derrotou Yeatsbrown (GBR).

A terceira medalha do domingo veio com a bicampeã mundial Mayra Aguiar, que se recuperou de uma derrota na estreia para Rika Takayama, do Japão, e foi buscar o bronze, vencendo a repescagem contra Albina Almangeldiyeva, do Cazaquistão, e a luta pelo terceiro com Stessie Bastareaud, da França.

A última e única medalha no masculino foi garantida pelo pesado Rafael Silva “Baby”, que derrotou Harun Sadikovic, da Bósnia e Herzegovina, e Anton Brachev, da Rússia, para chegar à semifinal, onde caiu para o holandês Henk Grol, nas punições. A medalha veio com um waza-ari e três punições forçadas ao russo Ruslam Shakhbazov.

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