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Polícia Federal cumpre mandados de busca em Peruíbe, Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão

PF investiga crimes contra administração pública por parte de servidores. Onze pessoas foram levadas para prestar depoimento em delegacia.

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Foto: André Gustavo Stumpf/Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na tarde desta quarta-feira (26), a operação denominada Navigator, que apura prática de delitos em desfavor da Administração Pública, por parte de servidores públicos, de âmbito federal e municipal. Houve cumprimento de 11 mandados de condução coercitiva (o meio pelo qual determinada pessoa é levada à presença de autoridade policial ou judiciária. É comando impositivo, que independente da voluntariedade da pessoa, admitindo-se o uso de algemas) e 12  mandados de busca e apreensão, nas cidades de Peruíbe, Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão,  mobilizando cerca de 50 policiais federais. As diligências continuam em andamento, e os envolvidos foram levados para prestar depoimento na Delegacia da Polícia Federal em Santos.

Os agentes buscaram nomes de empresas que tiveram ou tem algum tipo de contrato com a Companhia de Desenvolvimento de São Vicente (Codesavi). No fim da manhã, uma equipe da Polícia Federal esteve no escritório da Codesavi.

São Vicente – Conforme apurou o semanário santista Boqnews, em São Vicente diversos documentos e computadores foram apreendidos na sede da Codesavi. Segundo informações preliminares obtidas pelo semanário, funcionários municipais estariam envolvidos em irregularidades nas licitações do município, causando prejuízo ao Município. Além disso, há suspeitas de funcionários fantasmas na autarquia e enriquecimento ilícito. Há também suspeita da participação de vereadores neste esquema.  A Polícia Federal ainda não divulgou  mais detalhes sobre esta questão.

A prefeitura do município informou, em nota, que “a Codesavi está colaborando com a Polícia Federal na apuração de empresas que poderiam ter prestado serviço para a companhia. As demais informações sobre o processo estão protegidas por segredo de justiça. Reiteramos que a Codesavi não é o objeto da investigação”, concluiu o texto divulgado pela Assessoria.

O clima na Companhia era de tensão na manhã desta quarta-feira. Segundo alguns funcionários ouvidos pelo Boqnews, todos estavam assustados com as diligências da Polícia Federal. De acordo com informações apuradas pela Redação, Flávio Santos, superintendente da Companhia, foi um dos conduzidos à delegacia para prestar mais informações.

O jornal O Repórter está apurando mais detalhes sobre a operação. Demais informações que forem obtidas, serão atualizadas nesta página.

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