Polícia Federal em Peruíbe e prefeito de Mongaguá preso; veja como foi a quarta na Baixada

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DIEGO PALMA

Duas cidades da Baixada Santista tiveram suas rotinas alteradas nesta quarta-feira (9).  Em Peruíbe, a Polícia Federal apareceu para com mandados para investigar o desvio de recursos públicos voltados para a educação. Já em Mongaguá, o prefeito Artur Para Prócida (PSDB) foi preso, pois não sabia explicar qual a origem de aproximadamente 5, 4 milhões de reais que estavam em sua casa. Todas as movimentações fizeram parte da Operação Prato Feito da PF, que foi feita em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU). A ação foi deflagrada nesta quarta.

A manhã de Peruíbe recebeu uma visita inesperada. A da Polícia Federal. Os agentes apareceram na Prefeitura e, segundo a assessoria de imprensa da cidade, apreenderam documentos referentes ao processo de licitação de uniformes escolares de 2013. Na ocasião, a prefeita era Ana Preto (PTB).

Em nota publicada no seus canais de comunicação para com a população, a administração se manifestou da seguinte forma:

A Prefeitura de Peruíbe informa que Operação da Policia Federal, determinada pela Justiça Federal (Primeira Vara Criminal da Primeira Subseção Judiciária de São Paulo), é realizada nesta manhã no Paço Municipal, cumprindo Mandado de Busca e Apreensão de documentos relativos a processo licitatório para aquisição de uniformes escolares assinado em dezembro de 2013, realizado durante a administração municipal anterior.
A equipe de policiais federais foi recepcionada pelo prefeito Luiz Mauricio, que determinou à Secretaria de Administração o pronto atendimento e acesso aos documentos a serem examinados

Agora Mongaguá, a situação foi um pouco mais complicada. Os agentes da PF apreenderam R$5.3913.789,17 na casa do prefeito Artur Parada Prócida (PSDB), durante o cumprimento de mandado da Operação Prato Feito. Ele foi levado pelos agentes, pois não sabia explicar a origem do dinheiro. Esse ato caracteriza o crime de lavagem de dinheiro.

Desse montante, segundo o jornal A Tribuna, 4.613.610 eram em reais e o restante estava em dólares. Foi preciso uma máquina para somar os valores e chegar a o resultado final.

Todas as medidas foram expedidas a pedido da PF, pela 1ª Vara Criminal Federal de São Paulo e pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

A Operação Prato Feito

Deflagrada na última quarta-feira, a mais nova ação da Polícia Federal tinha como objetivo desarticular grupos que desviavam dinheiro dado pela União para a educação dos municípios. Ao todo, foram desviados mais de R$1,6 bilhões.

Foram cumpridos 154 mandados de busca e apreensão, alem de afastamentos preventivos de agentes públicos. Há suspeitas do envolvimento de 85 pessoas, prefeitos, ex-prefeitos um vereador, 27 agentes públicos não eleitos e 40 pessoas da iniciativa privada

Cubatão e Santos também foram alvos da operação.

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