Preso suposto ‘correio’ do PCC em Peruíbe

Suposto integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) incumbido de recolher o dinheiro obtido com a venda de drogas em pontos de tráfico de Peruíbe, Filipe Dias Branco Batista Nogueira, o Queijinho, de 24 anos, foi preso segunda-feira, próximo à Praça Palmares, em Santos.

Policiais do 2º DP de Santos já apuravam denúncias contra Queijinho e foram até a Avenida Afonso Pena, próximo à Praça Palmares, onde ele estaria com um Citroën Aircross C3 roubado e fechando um negócio relacionado a drogas.

O carro foi visto estacionado, sem ninguém dentro, e a equipe do delegado Francisco Garrido Fernandes e do investigador Paulo Álvaro Ribeiro aguardou o retorno do acusado.

Em dado momento, a companheira de Queijinho chegou e abriu o veículo. Logo em seguida, surgiu o acusado. Sob um dos bancos do Aircross foi achada uma cápsula deflagrada de pistola 9 milímetros.

O rapaz portava duas chaves, que alegou serem do barraco onde residiria em uma favela de Cubatão. Além disso, com ele foram apreendidos três celulares, nos quais havia várias mensagens relacionadas ao comércio de drogas.

Endereço correto

Os policiais apuraram que o endereço correto de Queijinho é no prédio da Rua Barão de Paranapiacaba, 10, na Encruzilhada, e para lá se dirigiram. As chaves achadas com o rapaz serviram no portão do edifício e na porta do apartamento.

Na mesa da sala foram achados uma pequena porção de maconha e cadernos com anotações do tráfico. A revista se estendeu ao quarto, onde havia sobre uma cômoda 23 selos de LSD.

Sobre o carro com o qual circulava, o jovem disse que ele é “dublê” (de origem criminosa, mas com placa idêntica à de um veículo do mesmo modelo e da mesma cor). O chassi apresenta vestígios de adulteração e uma perícia será feita.

Boletim de ocorrência registrado neste a nona Delegacia de Peruíbe aponta Queijinho como o ‘recolha’ das ‘biqueiras’ pertencentes ao PCC, segundo informou o investigador Ribeiro.

O delegado Garrido autuou o rapaz em flagrante por tráfico, receptação, posse ilegal de munição e, ainda, por dirigir sem habilitação. Questionado sobre a sua CNH, Queijinho disse que não aportava.

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